segunda-feira, 13 de março de 2017

CRUZEIRO

CRUZEIRO,

POMBAL

FONTE

ENTRADA EM GOUVEIA

FONTE ANTIGA, FONTE DE MERGULHO



"O Padre Carvalho da Costa não aponta nenhum registo de fontes para Gouveia e o certo é que actualmente parece não existir nenhuma. No entanto, uma foto antiga a que tive acesso, por amabilidade de Alcino Vieira, Presidente da Junta de Freguesia, deixa claro que esta localidade teve uma das maiores e mais belas construções de Fontes de Mergulho do concelho, como se documenta a seguir. Segundo a população, esta fonte assemelhava-se a uma capelinha. Era toda construída em granito e junto dela tinha um tanque para os animais e um outro para lavar a roupa. Olhando com atenção para a foto pode ver-se que do lado esquerdo, junto ao telhado, existia um pequeno nicho onde deveria ter estado uma imagem religiosas. A cruz frontal ajuda a dar a ideia de pequena capela. A comparação com a pessoa que está a tirar água permite ter uma ideia da dimensão desta fontes, mas ainda assim menor que a de Vilarchão. Finalmente, a foto deixa claro que o arco de entrada, ainda que de maiores proporções, é em tudo semelhante ao “modelo” referido para outras fontes existentes em Gebelim, Sambade, Vilares da Vilariça e Valverde. Esta fonte sofreu uma profunda (e lamentável) intervenção, ao que parece com o objectivo de aumentar o caudal de água. Para isso, foi necessário aprofundá-la. No entanto, aquando da reconstrução, não foram utilizadas todas as pedras originais, tendo algumas delas sido utilizadas para sustentação dos terrenos agrícolas das imediações. Das outras pedras desconhece-se o paradeiro, nomeadamente a que mais caracterizava a fonte e que é referida como a “pedra dos sete dedos”, pois possuía uma marca parecida a uma mão com sete dedos. A foto não permite identificar esta pedra, mas pode tratar-se da base da cruz. Na localidade anexa de Cabreira identificaram-se duas Fontes de Mergulho. A Fonte da Saúde (um nome que sugere claramente a qualidade que era atribuída à sua água) é fácil de recuperar, pois conserva a sua estrutura original. A Fonte Velha (outro nome significativo, que pode significar tratar-se da mais antiga) foi objecto de “restauro” em 1987 e ficou com o aspecto que a foto documenta. Resta saber se por de trás do muro de tijolo ficou a estrutura original, ou se retiraram também as pedras. (Fotos fm5 e fm6) Legenda: Antiga Fonte de Mergulho – Gouveia A foto da actualidade que se apresenta ainda permite ver uma parte da antiga estrutura desta fonte. A construção recente que foi colocada no local destina-se a abrigar o motor que passou a bombear a água. Embora fosse uma intervenção um pouco mais cara, do ponto de vista financeiro, era possível reconstruir esta fonte, sobretudo porque existe um registo fotográfico (embora com pouca qualidade) da estrutura original.

F. Lopes,"

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PATRIMÓNIO

Cruzeiro de Gouveia

Concelho de Alfândega da Fé, freguesia de Gouveia Cruzeiro oitocentista em granito, com soco e base de secção circular, capitel cúbico e cruz latina simples. Acesso: Lg. do Cruzeiro na aldeia de Gouveia Protecção: Proposto como Valor Concelhio pelo PDM de Alfândega da Fé, DR 241 de 18 Outubro 1994.

Castro de Cabreira no Rebentão

Concelho de Alfândega da Fé, freguesia de Gouveia Povoado fortificado com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média, defendido por uma cintura de muralhas em xisto não afeiçoado. Acesso: Estradão florestal a partir da EM Cabreira - Picões um pouco a S. de Cabreira. Protecção: Proposto como Imóvel Interesse Público pelo PDM de Alfândega da Fé, DR 241 de (...)


Monte da Cerca


Concelho de Alfândega da Fé, freguesia de Gouveia Povoado fortificado, defendido por uma cintura de muralhas de xisto não afeiçoado, com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média. Acesso: Estradão florestal a partir da EN 611, junto a Gouveia.


Castelo de Gouveia


Concelho de Alfândega da Fé, freguesia de Gouveia Povoado fortificado, defendido por duas cinturas de muralhas hoje muito danificadas, com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média. O aparelho é constituído por blocos de xisto sumariamente aparelhados e pedra miúda não aparelhada. Resta um talude formado por terra e grande acumulação de pedra. Acesso: (...)



Povoado do Castelo de Gouveia

IPA.00002357
Portugal, Bragança, Alfândega da Fé, União das freguesias de Eucisia, Gouveia e Valverde
Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico. Povoado fortificado por duas cinturas de muralhas com origem provável na Época do Ferro (LEMOS, 1993) e possível reocupação na Época Alti-medieval.
Número IPA Antigo: PT010401070039
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Registo


Capela de Nossa Senhora do Rosário em Gouveia

IPA.00018597
Portugal, Bragança, Alfândega da Fé, União das freguesias de Eucisia, Gouveia e Valverde
 
Arquitectura religiosa, rocócó e neoclássica. Capela de planta longitudinal simples, com fachada rococó, em empena truncada por ático e cornija, sendo rasgada em eixo por portal de verga recta sobrepujado por janela de sacada em arco abatido. Fachadas circunscritas por cunhais apilastrados encimados por fogaréus, remates em friso e cornija, sendo as laterais rasgadas por janelas em arco abatido na zona do altar-mor, a esquerda com porta travessa com perfil idêntico. Interior com cobertura em falsa abóbada de berço abatido, em madeira pintada e retábulo de talha dourada e policromada, tardo-barroco.
Número IPA Antigo: PT010401070065
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta longitudinal simples, de volume único com cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em alvenaria rebocada e pintada de branco, com embasamento em cantaria de granito, cunhais apilastrados encimados por fogaréus assentes em plintos altos e remates em friso e cornija. Fachada principal virada a SO., em empena truncada por ático encimado por cornija curva e coroada por cruz florenciada; portal axial em arco abatido e moldura simples, encimado por janela de sacada, também em arco abatido e moldura superior contracurvada, com cornija contendo pequeno rosetão e, sobre a padieira, a data "1819"; sacada em cantaria com guarda em ferro forjado. Fachada lateral esquerda virada a NO., com porta e janela em arco abatido, com moldura simples. Sobre a cobertura, sineira em arco de volta perfeita assente em impostas salientes e remate curvo com pequena cornija. Fachada lateral direita virada a SE., com janela em arco abatido. Fachada posterior com duas janelas axiais, a superior em arco abatido e a inferior rectilínea, ambas entaipadas; fachada em empena coroada por cruz florenciada sobre pedestal. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, percorrida por lambril pintado a azul, cobertura em falsa abóbada em arco abatido de madeira pintada em "trompe l'oeil", com motivos figurando uma balaustrada e medalhão central com imagem de Nossa Senhora do Rosário; a cobertura assenta em cornija marmoreada, tendo pavimento em cimento. Coro-alto de madeira pintada de azul, assente em mísulas decoradas e com pingentes, tendo guarda balaustrada em madeira pintada de castanho, com acesso por escadas no lado da Epístola. Janelas confrontantes em capialço. No lado do Evangelho, porta de acesso ao púlpito quadrangular, assente sobre mísula em cantaria com vestígios de policromia, tendo guarda plena, decorada com tecido policromo, e acesso por quatro degraus no lado direito. Zona do altar elevada por degraus em cantaria de granito, tendo retábulo de talha dourada e policromada, de planta recta e três eixos definidos por pilastras, as interiores com fustes decorados por borlas e as exteriores coríntias, com nicho central contracurvado e fundo pintado a imitar drapeados, surgindo, nos eixos laterais, mísulas coroadas por baldaquinos decorados por motivos fitomórficos, tendo lateralmente vasos floridos, motivos que se repetem no banco, tendo, ao centro, sacrário embutido, com ostensório a decorar a porta, encimada por elementos vegetalistas rendilhados; remate em friso com querubins pintados e cornija curva na zona central e frontão curvo com resplendor no tímpano; altar paralelepipédico com frontal apainelado e rodapé e sanefa decorados com ramadas; é ladeado por dois armários de apoio, de madeira em branco.

Acessos

A partir de Alfândega da Fé, pela EN 215, em direcção a Torre de Moncorvo; após 6 km., à esquerda, por EM, em direcção a Gouveia

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado. A aldeia implanta-se sobre uma linha de cumeeira, nas faldas da serra da Gouveia, localizando-se a capela no centro de um pequeno largo situado junto à rua principal que atravessa a povoação. A capela não possui adro nem qualquer tipo de delimitação implantando-se no meio do largo pavimentado a alcatrão, confinando directamente com as vias públicas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: capela

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16 - provável construção da capela, onde terá funcionado a primitiva matriz; 1819 - reconstrução da capela, segundo testemunho oral local, por um padre que tinha estado no Maranhão, Brasil; feitura da estrutura retabular; séc. 20 - execução de novo pavimento.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Paredes em alvenaria; embasamento, pavimento, vãos, cornijas, cunhais e fogaréus em cantaria de granito; tecto e retábulo em madeira; varandim em ferro forjado; cobertura em telha.

Bibliografia

GONÇALVES, Carla A., CÂmara recupera capela do século XVI, in Mensageiro de Bragança, 27 Maio 2005; Alfândega da Fé - recuperação do património religioso, Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, s.l., Ano VI, nº 87, Agosto / Setembro 2005, p. 5.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; Câmara Municipal de Alfandega da Fé, PDM, (http://www.cm-alfandegadafe.pt/uploads/document/file/2828/patrimonio__105-4__-_Euc_sia__Gouveia__Santa_Justa.pdf) [consultado em 29/01/2016]

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1850 - restauro das pinturas da cobertura; séc. 20 - novo pavimento no interior, em cimento; pintura do retábulo-mor; CMAF: 2004 / 2005 - diversas obras de beneficiação.

Observações

Autor e Data

Miguel Rodrigues 2001

Actualização

 
 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Povoado  Povoado proto-histórico  Povoado fortificado  

Descrição

No cume da elevação são visíveis vestígios do que terão sido duas cinturas de muralhas que cercavam o ponto mais elevado, hoje muito danificadas, constituídas por blocos de xisto sumariamente aparelhados e pedra miúda não aparelhada. Resta um talude formado por terra e grande acumulação de pedra.

Acessos

Estradão florestal a partir da EN 611 a NE de Gouveia

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado e muito dominante. Cume e vertentes superiores do monte mais alto da freguesia, sobranceiro a Gouveia, prolongado para SE. por pequeno vale planáltico e nova elevação de perfil menos acidentado. Na cumeada, à qual os afloramentos graníticos emprestam perfil caprichoso, ergue-se marco geodésico.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Pública: terreno baldio

Afectação

Época Construção

Proto-história (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Época do Ferro - provável estruturação do povoado fortificado e construção das muralhas (LEMOS, 1993); Época medieval - provável ocupação como reduto defensivo; séc. 20, meados - destruição das muralhas pela remoção sistemática das pedras para obras públicas e privadas; 1994, 18 outubro - proposto como Imóvel de Interesse Público pelo PDM de Alfândega da Fé, DR 241 *1.

Dados Técnicos

Não aplicável

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

LEMOS, Francisco de Sande, Povoamento Romano de Trás-os-Montes Oriental, vol. 1B, Braga U.M., 1993; HIDROPROJECTO, Plano Director Municipal de Alfândega da Fé. Proposta de Plano, vol. 2, AMTQT, 1993.

Documentação Gráfica

DGEMN: DSID; Câmara Municipal de Alfandega da Fé, PDM (http://www.cm-alfandegadafe.pt/uploads/document/file/2828/patrimonio__105-4__-_Euc_sia__Gouveia__Santa_Justa.pdf), [consultado em 29/01/2016]

Documentação Fotográfica

DGEMN: DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

*1 - Integrado no "Complexo de Povoamento 3" proposto como Imóvel de Interesse Público pelo PDM de Alfândega da Fé e constituído ainda pelo Castelo de Picões na Ferradosa, pelo Castro da Cabreira no Rebentão - Cabreira, pela aldeia de Picões e pela aldeia de Cabreira. *2 - Vários dos actuais habitantes de Gouveia participaram na remoção das pedras das muralhas que descrevem como sendo constituídas por dois muros altos. *3 - Deve ser considerada uma possível relação deste povoado com um outro muito próximo, na mesma linha de cumeada, o Monte da Cerca (v. PT01040107041), Gouveia. A inexistência de materiais arqueológicos à superfície dificulta grandemente a atribuição cronológica.

Autor e Data

Alexandra Cerveira 1997

Actualização




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

IGREJA MATRIZ



FONTE




https://www.youtube.com/enhance?v=IwytwVaQdS0

sexta-feira, 30 de setembro de 2016